Fatores de Risco

Fatores de risco que possam influenciar a decisão de investimento, em especial, aqueles relacionados:

a. Da Companhia

A PDG Realty está sujeita a riscos associados à incorporação imobiliária, construção e venda de imóveis em decorrência da demanda a da situação econômica do país.

A Companhia mantém seu foco na incorporação, construção e venda de empreendimentos residenciais, comerciais e loteamento, e pretende manter o desenvolvimento dessas atividades. Além dos riscos que afetam o setor imobiliário, como fornecimento de suprimentos e a dispersão dos preços dos insumos e equipamentos de construção, mudanças na demanda dos produtos, protestos, greves, falta de mão-deobra e regulamentações ambientais e de zoneamento, nossas atividades também podem ser afetadas pelos seguintes riscos:

  • O interesse dos compradores pode sofrer alterações em virtude do índice de confiança do consumidor, da renda disponível, do índice de emprego e de outros fatores macroeconômicos;
  • A conjuntura econômica do Brasil pode prejudicar o crescimento do setor imobiliário como um todo, através da desaceleração da economia, aumento de juros que afetam os custos de financiamento para Companhia e também para os consumidores de nossos produtos, instabilidade política, incertezas em relação aos rumos da economia do país;
  • As margens de lucro podem ser afetadas em função de aumento nos custos operacionais da Companhia, da redução no retorno dos investimentos, do aumento dos tributos imobiliários, do aumento da inflação, entre outros custos;
  • A Companhia pode ser impedida no futuro, em virtude de novas regulamentações ou de condições de mercado, de corrigir monetariamente seus recebíveis, de acordo com as taxas de inflação, conforme atualmente permitido, o que poderia tornar uma incorporação inviável econômica ou financeiramente;
  • No caso de dificuldades financeiras significativas de outras Companhias do setor imobiliário, o setor como um todo pode ser prejudicado, o que poderia causar uma redução, por parte dos consumidores, instituições financeiras e governos da confiança em outras Companhias que atuam no setor;
  • As margens de lucro podem ser afetadas em função de aumento nos custos operacionais da Companhia, investimentos, tributos imobiliários, entre outros custos;
  • Os processos de construção e de venda das unidades dos projetos podem não ser concluídos dentro do cronograma previsto, acarretando aumento dos custos de construção ou cancelamento de vendas contratadas;
  • As oportunidades de incorporação com retornos mínimos estabelecidos pela administração da Companhia podem diminuir ao longo do tempo;
  • Embora a Companhia tenha, até o momento, cumprido com todas as obrigações previstas em seu Plano de Recuperação Judicial, caso alguma exigência futura prevista no Plano não seja cumprida, o processo de recuperação da Companhia pode ser inviabilizado. Cabe ressaltar que todas as obrigações, bem como a integra do Plano de Recuperação Judicial da PDG estão disponíveis no CVM, B3 e no site da Companhia.

A atual pandemia do Coronavirus poderá afetar adversamente os planos de negócios da Companhia, bem como seus fornecedores e consumidores

A disseminação do COVID-19 se alastrou pelo mundo no ínicio de 2020, e no Brasil de forma mais abrangente a partir de março de 2020.

O impacto da pandemia sobre os negócios da PDG dependerá de desenvolvimentos futuros, que são altamente incertos, tais como duração, distribuição geográfica e gravidade da pandemia, bem como as medidas de prevenção e combate a serem adotadas pelos governos e órgãos de saúde, podendo haver efeitos adversos sobre os negócios imobiliários e financeiros realizados pela Companhia.

A pandemia tem causado incertezas macroeconômicas e no mercado financeiro, refletindo em riscos sociais e econômicos.

A desaceleração da economia decorrente da incerteza gerada pela pandemia e pela restrição à circulação pode resultar em aumento do desemprego. Esses fatores podem impactar o comportamento dos clientes da Companhia, podendo resultar em redução das vendas e das futuras receitas. A Companhia estima que os efeitos da COVID-19 ainda não materializados possam afetar as operações que necessitem de contato físico com nossos clientes (exemplo: visita a empreendimentos) ou que dependam de setores externos, que estão com suas atividades paralisadas ou reduzidas (exemplo: órgãos Municipais e Cartórios de Registro de Imóveis).

Com o ínicio da Pandemia, a Companhia logo adotou medidas visando a retenção máxima do caixa através da revisão dos pagamentos mensais e com renegociações possíveis; acompanhamento diário sobre o percentual de inadimplência; adoção dos benefícios gerados por Medida Provisória (postergação do pagamento de impostos). Também como medida para reter o caixa e diante das incertezas do mercado, a Companhia decidiu suspender, temporariamente, qualquer lançamento previsto para esse ano de 2020 e todos os demais investimentos anteriormente previstos.

Diante do possível cenário de queda nas vendas, iniciado no final de março, houve a necessidade de a Companhia revisar as projeções, e realizar novas estimativas prevendo diversos níveis de redução nas receitas. A Companhia trabalhou com diversos cenários de queda, incluindo cenários bastantes críticos, com impacto previsto nas receitas para todo o ano de 2020 e início de 2021.

Em relação à possível queda nos preços de imóveis no mercado, a Companhia não vislumbra, neste momento, uma correção no valor de seus estoques que possa impactar os resultados.

A companhia têm adotado criteriosamente as recomendações de saúde do Governo do Estado e do Ministério da Saúde, e têm conseguido manter todas as operações da Companhia sem qualquer interrupção, preservando principalmente a saúde dos colaboradores. Porém, essas medidas podem não ser suficientes para amenizar os riscos criados pela pandemia de COVID-19.

Os efeitos decorrentes da pandemia de COVID-19 são contínuos, e, portanto continuaremos avaliando a evolução dos efeitos da pandemia em nossas negócios.

Podemos ter dificuldades em identificar e realizar novas operações de incorporação de empreendimentos imobiliários em conjunto com outras sociedades atuantes no mercado imobiliário ou novos investimentos para o desenvolvimento indireto de empreendimentos imobiliários ("Parcerias"), o que poderá nos afetar adversamente.

Parte de nossos projetos são realizados em parceria com outras incorporadoras, investidores ou parceiros. O sucesso na identificação e realização de Parcerias também é importante para o nosso crescimento. Podemos ter dificuldades em identificar oportunidades atraentes ou podemos não ser capazes de efetuar os investimentos desejados em termos economicamente favoráveis. Além disso, a nossa estratégia de retomar as atividades no setor imobiliário, dependerá da nossa habilidade de realizar parcerias com incorporadoras ou investidores que atuem no setor e que preencham os requisitos exigidos pela Companhia. Ademais, condições econômicas desfavoráveis, bem como o processo de Recuperação Judicial, podem aumentar nosso custo de financiamento e limitar nosso acesso ao mercado de capitais, reduzindo nossa capacidade de realizar novas parcerias e desenvolver novos projetos.

Caso não sejamos capazes de concretizar novas aquisições estratégicas ou novas Parcerias com sucesso, podemos não crescer de acordo com as nossas expectativas, o que poderá causar um efeito adverso para a Companhia.

A perda de membros da nossa administração e/ou a incapacidade de atrair e manter pessoal qualificado pode ter efeito adverso relevante sobre as nossas atividades, sobre nossa situação financeira e sobre os nossos resultados operacionais.

A manutenção de uma posição competitiva depende da qualidade de nossa administração e das pessoas que compõem o quadro da Companhia. Embora a PDG ofereça um pacote atrativo para manutenção de seu material humano qualificado, nenhum colaborador está vinculado por meio de um contrato de trabalho por longo prazo ou tem obrigação de não-concorrência. Não podemos garantir que teremos sucesso em atrair e manter esse material para integrar a nossa administração e acompanhar nosso processo de reestruturação para retomada das atividades. A perda de qualquer dos membros da nossa administração ou a nossa incapacidade de atrair e manter pessoal qualificado pode causar efeitos adversos nas atividades, situação financeira e resultados operacionais da PDG.

A escassez de crédito para financiamento à produção e para financiamento aos consumidores pode afetar o ritmo de crescimento da Companhia

A disponibilidade de crédito para financiamento à produção é fundamental para manter ou retomar nossas atividades operacionais, pois suportam o desenvolvimento de novos projetos (lançamentos) da Companhia, bem como o término das obras já iniciadas. Além disso, crédito direcionado para financiar a compra de unidades por parte dos consumidores é fundamental para facilitar as condições de pagamento para nossos clientes. A concessão de tais financiamentos pode sofrer mudanças de políticas de concessão de crédito que reduzam a disponibilidade ou os benefícios das condições de tais financiamentos. A não implementação, suspensão, interrupção ou mudança significativa nestes financiamentos poderá afetar de forma material nossos negócios.

Adicionalmente, uma possível escassez de credito, no futuro, pode levar-nos a buscar novas formas de financiamento em substituição às fontes atuais. No entanto, se estas fontes alternativas de financiamento não forem disponibilizadas sob condições semelhantes àquelas disponibilizadas atualmente, poderemos sofrer um efeito negativo em nossos resultados operacionais.

O valor de mercado dos terrenos que mantemos em estoque pode cair, o que poderá impactar adversamente nosso resultado operacional.

Mantemos terrenos em estoque para parte dos nossos empreendimentos futuros. O valor de tais terrenos poderá vir a cair significativamente entre a data de sua aquisição e a incorporação do empreendimento ao qual se destina, em consequência das condições econômicas ou de mercado. A queda do valor de mercado dos nossos terrenos mantidos em estoque pode afetar adversamente o resultado das vendas dos empreendimentos aos quais se destinam, e, consequentemente, impactar de forma adversa os nossos resultados operacionais.

Além disso, a Companhia possui alguns terrenos que não se enquadram mais em sua estratégia e, portanto, estão destinados à desmobilização (venda). A queda no valor de mercado desses terrenos pode impactar negativamente na monetização dos ativos e, por consequência, em uma entrada menor de caixa e em uma menor amortização aos credores.

Podemos não ser capazes de manter ou aumentar nosso histórico de crescimento.

A PDG registrou rápido crescimento nos últimos anos, bem como uma grande expansão geográfica de suas operações. Atualmente a Companhia vem passando por um profundo processo de reestruturação, limitando seu crescimento e restringindo sua atuação a determinadas regiões.

A Companhia pretende otimizar o aproveitamento das oportunidades de crescimento nas regiões de atuação definidas em seu planejamento estratégico, como forma de consolidar a melhoria em sua gestão, em seu resultado operacional e financeiro.

Caso não sejamos capazes de crescer e manter um adequado índice composto de crescimento anual satisfatório, nossos resultados financeiros poderão ser prejudicados.

O valor de nossas unidades em estoque pode variar e ter efeito sobre a garantia de contas a receber em ambiente econômico desfavorável.

O valor de mercado de nossas unidades em estoque pode variar ao longo do tempo, impactado pelos preços praticados no mercado, correção do Índice Nacional da Construção Civil (INCC), entre outros fatores. Tal queda nos preços pode impactar negativamente nos recebíveis futuros da Companhia, além de impactar diretamente o caixa da Companhia.

A deterioração no ambiente econômico do país pode impactar no cancelamento de vendas já realizadas.

A PDG mantém uma política de crédito rígida, além de controlar seus índices de inadimplência, mensurando da forma mais eficiente o risco de crédito de seus clientes no momento da venda, para que possam realizar os devidos pagamentos até a entrega da unidade, seja por quitação ou repasse bancário. Neste momento são observados alguns critérios, tais como: (i) o valor pago até a entrega da unidade; (ii) o comprometimento de renda; (iii) qualidade de crédito perante mercado.

Porém, um ambiente econômico desfavorável pode impactar na oferta de crédito ou no aumento de taxas de financiamento, dificultando ou inviabilizando o repasse bancário do cliente, e aumentando a quantidade de cancelamentos de vendas (distratos).

A PDG Realty está em recuperação judicial, e a Companhia não tem como garantir que o Plano de Recuperação será concluído de forma satisfatória.

Ao longo do ano de 2017, a PDG deu um passo muito importante em seu processo de reestruturação, ajuizando em 22/02 seu pedido de Recuperação Judicial. Os principais objetivos do ajuizamento foram: (i) continuar avançando no processo de reestruturação, de forma organizada e com prazos e procedimentos pré-definidos, em conjunto com todos os envolvidos no processo de reestruturação; (ii) buscar a manutenção da normalidade operacional das atividades da Companhia; (iii) preservar o valor e proteger o caixa da Companhia.

Outro importante passo em 2017, envolvendo a Recuperação Judicial, foi o deferimento do Pedido de Recuperação, ocorrido no dia 02/03/2017. Entre as principais providências determinadas estão: (i) a nomeação da PricewaterhouseCoopers Assessoria Empresarial Ltda. como Administrador Judicial; (ii) a suspensão das ações e execuções atualmente em curso contra a PDG, pelo prazo de 180 dias; (iii) a expedição de edital, nos termos do artigo 52, § 1º da LRF, com prazo de 30 dias, para apresentação habilitações e/ou divergências de créditos no âmbito do Processo de Recuperação Judicial; (iv) a apresentação do Plano de Recuperação Judicial do Grupo PDG no prazo de 60 dias úteis.

O ajuizamento e o deferimento do Pedido de Recuperação representam avanços essenciais na continuidade do processo de reestruturação.

Desta forma, a Companhia, em conjunto com seus assessores, empregou grandes esforços na concepção do Plano de Recuperação, fundamental para o reequilíbrio da empresa e sua continuidade.

Em 30.11.2017, nove meses após o protocolo de seu pedido de Recuperação Judicial, o Plano foi aprovado em Assembleia Geral de Credores, e homologado em 18.12.2017.

A aprovação e homologação do Plano de Recuperação da Companhia possibilitará uma reestruturaçãoabrangente de seus passivos e, consequentemente de sua estrutura de capital, além de sua continuidade operacional.

Não resta dúvida de que o processo de recuperação judicial da PDG representa, desde o início, um marco inédito, pois envolveu prazos e valores sem precedentes na história recente: (i) o Plano foi desenvolvido, negociado, aprovado e homologado em pouco mais de nove meses após o protocolo do pedido de recuperação da Companhia; (ii) o Plano foi aprovado pelos credores em todas classes de crédito; (iii) ao todo, mais de 20 mil credores tiveram seus créditos renegociados; e (iv) o montante de crédito reestruturado superou os R$4,6 bilhões.

Entre as principais medidas para reestruturação dos passivos da Companhia aprovadas no plano estão: (i) recuperação de Multas e Juros de Dívidas de aproximadamente R$818,5 milhões no passivo da Companhia; (ii) conversão de dívida em equity (aumento de capital) de R$74,2 milhões; e (iii) alongamento do restante da dívida da Companhia em até 25 anos.

Em 2018 iniciamos a implementação do Plano de Recuperação Judicial da PDG, e não faltaram desafios ao longo desse período. Durante esse período, a Companhia deu importantes passos no caminho de sua recuperação. O mais importante deles foi o pagamento integral das 6 parcelas previstas no Plano, totalizando mais de R$91,0 milhões. Adicionalmente, em 15 de junho, concluímos o aumento de capital referente à conversão de dívida em equity, no valor de R$74,2 milhões. Além disso, ainda conforme previsto no Plano de Recuperação, houve dações em pagamento no valor de R$84,3 milhões.

Em 2019 a Companhia amortizou aproximadamente R$30 milhões em dívidas concursais.

No total, considerando o pagamento das parcelas, aumento de capital, e dações em pagamento, a Companhia já quitou R$281 milhões em dívidas concursais, ou seja, as dívidas que foram reestruturadas dentro do Plano de Recuperação.

Com isso, a Companhia cumpriu plenamente com o estabelecido em seu Plano de Recuperação, honrando as obrigações assumidas com seus credores trabalhistas, quirografários e fornecedores.

Desde o início deste Processo, a Companhia tem cumprido com êxito todos os compromissos assumidos em seu Plano de Recuperação, entretanto, não há como garantir que o Plano será concluído de forma satisfatória.

b. Do controlador da Companhia, direto ou indireto, ou grupo de controle

Não aplicável, uma vez que a Companhia não possui acionista controlador.

c. Dos acionistas da Companhia

Podemos não pagar dividendos ou juros sobre o capital próprio aos acionistas titulares de nossas ações.

De acordo com o estatuto social da Companhia ("Estatuto Social"), devemos pagar aos nossos acionistas 25% de nosso lucro líquido anual, calculado e ajustado nos termos da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976 ("Lei das Sociedades por Ações"), sob a forma de dividendos ou juros sobre capital próprio. O lucro líquido pode ser capitalizado, utilizado para compensar prejuízo ou retido nos termos previstos na Lei das Sociedades por Ações e pode não ser disponibilizado para o pagamento de dividendos ou juros sobre o capital próprio. Além disso, a Lei das Sociedades por Ações permite que uma companhia aberta, como a PDG, suspenda a distribuição obrigatória de dividendos em determinado exercício social, caso o Conselho de Administração informe à Assembleia Geral Ordinária que a distribuição seria incompatível com a situação financeira da Companhia. Caso qualquer destes eventos ocorra, os proprietários de nossas ações podem não receber dividendos ou juros sobre o capital próprio.

Podemos vir a precisar de capital adicional no futuro, por meio da emissão de valores mobiliários, o que poderá resultar em uma diluição da participação do investidor em nossas Ações.

Podemos precisar de recursos adicionais e podemos optar por obtê-los por meio de colocação pública ou privada de títulos de dívida ou de ações ou outros valores mobiliários conversíveis em ações. Contudo, na hipótese de financiamentos públicos ou privados não estarem disponíveis, ou caso assim decidam os acionistas, tais recursos adicionais poderão ser obtidos por meio de aumento de nosso capital social, o que poderá resultar na diluição da participação do investidor no capital da Companhia.

Aumento de Capital em decorrência da capitalização de créditos.

O Plano de Recuperação Judicial da Companhia prevê, em sua clausula 4.4.1.3.3, a Capitalização Facultativa de Créditos, onde certos credores poderão optar por ter seus Créditos Quirografários pagos com Ações, mediante capitalização do respectivo Crédito a cada 3 (três) aniversários de Homologação Judicial do Plano.

Tal capitalização de créditos prevista no Plano, poderá resultar na diluição da participação do investidor nas nossas Ações.

Desta forma, conforme previsto no Plano, no dia 15 de junho, concluímos o aumento de capital referente à conversão de dívida em equity, no valor de R$74,2 milhões.

Acontecimentos e a percepção de riscos em outros países, sobretudo em países de economia emergente e nos Estados Unidos e Europa, podem prejudicar o preço de mercado dos valores mobiliários brasileiros, inclusive da negociação das nossas ações, e causar um impacto negativo em nossos resultados operacionais e em nossa condição financeira.

O valor de mercado de valores mobiliários de emissão de companhias brasileiras é influenciado, em diferentes graus, pelas condições econômicas e de mercado de outros países, inclusive países da América Latina e países de economia emergente, inclusive nos Estados Unidos e Europa. Embora a conjuntura econômica desses países seja significativamente diferente da conjuntura econômica do Brasil, a reação dos investidores aos acontecimentos nesses outros países pode causar um efeito adverso sobre o valor de mercado dos valores mobiliários de companhias brasileiras, inclusive de nossas ações. Crises em outros países de economia emergente podem reduzir o interesse dos investidores nos valores mobiliários das companhias brasileiras, inclusive os valores mobiliários da nossa emissão.

No passado, o desenvolvimento de condições econômicas adversas em outros países de mercados emergentes resultou, em geral, na saída de investimentos e, consequentemente, na redução de recursos externos investidos no Brasil, oscilações nas cotações de valores mobiliários de companhias abertas, problemas de disponibilidade de crédito, redução de gastos, desaceleração generalizada da economia mundial, instabilidade cambial e pressão inflacionária.

A volatilidade e falta de liquidez do mercado de valores mobiliários brasileiro poderão limitar substancialmente a capacidade dos investidores de vender as Ações pelo preço e na ocasião que desejarem.

O investimento em valores mobiliários negociados em mercados emergentes, como o Brasil, envolve, com frequência, maior risco em comparação com outros mercados. O mercado de valores mobiliários brasileiro é relativamente menor, menos líquido, mais volátil e mais concentrado que alguns dos principais mercados de valores mobiliários internacionais.

Essas características de mercado podem limitar substancialmente a capacidade dos detentores de nossas Ações de vendê-las ao preço e na ocasião em que desejarem fazê-lo em função do nível de liquidez e, consequentemente, poderão vir a afetar negativamente o preço de mercado das Ações da Companhia.

d. Das controladas e coligadas da Companhia

Os riscos relacionados às controladas e coligadas são substancialmente os mesmos relacionados à Companhia.

e. Dos fornecedores da Companhia

A utilização de mão-de-obra terceirizada pode implicar na assunção de obrigações de natureza trabalhista e previdenciária. A Companhia e suas controladas possuem trabalhadores terceirizados. A utilização de mão-de-obra terceirizada, especialmente no que diz respeito à contratação de empreiteiras e subempreiteiras, pode implicar na assunção de contingências de natureza trabalhista e previdenciária. A assunção de tais contingências é inerente à contratação de terceiros, uma vez que pode ser atribuída Companhia ou suas subsidiárias, na condição de tomadoras de serviços de terceiros, a responsabilidade pelos débitos trabalhistas e previdenciários dos empregados das empresas prestadoras de serviços, quando estas deixarem de cumprir com suas obrigações trabalhistas e previdenciárias. A Companhia, por sua vez, pode vir a responder pelas eventuais contingências trabalhistas e previdenciárias relativas às suas controladas, independentemente de ser assegurado à Companhia e às controladas o direito de ação de regresso contra as empresas prestadoras de serviços. A ocorrência de eventuais contingências é de difícil previsão e quantificação, e se vierem a se consumar poderão afetar adversamente a situação financeira e os resultados da Companhia.

Problemas com o fornecimento de materiais e serviços em nossos empreendimentos imobiliários, os quais escapam ao nosso controle, poderão vir a prejudicar nossa imagem, reputação, nossos negócios, bem como nos sujeitar à eventual pagamento de indenização pela imposição de responsabilidade civil.

A Companhia, no curso normal de suas atividades, adquire material de construção de terceiros e terceiriza parte dos serviços de mão-de-obra que necessita para desenvolver seus empreendimentos. Em consequência disto, o prazo e a qualidade dos empreendimentos imobiliários desenvolvidos estão sujeitos a fatores que podem não estar totalmente sob o controle da Companhia, incluindo, mas não se limitando, a tempestividade na entrega do material de construção fornecido para obras e a capacitação técnica dos profissionais e colaboradores terceirizados, tais como os empreiteiros. A nossa imagem e reputação, bem com a qualidade técnica das obras dos nossos empreendimentos imobiliários são fatores determinantes para o sucesso de nossas vendas e nosso crescimento e a ocorrência de um ou mais eventos envolvendo problemas nos nossos empreendimentos imobiliários poderá vir a afetar adversamente a nossa imagem, reputação, vendas futuras e no relacionamento com nossos clientes, afetando adversamente, dessa forma, nossos negócios e resultados.

Adicionalmente, conforme o disposto no artigo 618 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 ("Código Civil"), estamos obrigados a prestar garantia limitada ao prazo de cinco anos sobre defeitos estruturais e substanciais em nossos empreendimentos e podemos vir a ser demandados com relação a tais garantias.

Nestas hipóteses, embora a Companhia provisione parte de seus resultados para garantia dos imóveis, podemos incorrer em despesas inesperadas, o que, por sua vez, poderá acarretar em um efeito adversopara a Companhia.

Nossos fornecedores podem ter suas atividades impactadas pelos desdobramentos da pandemia de COVID19, podendo resultar em atraso ou impossibilidade da entrega do produto ou serviço contratado pela Companhia.

f. Dos clientes da Companhia

A indisponibilidade de recursos para obtenção de financiamento e o aumento das taxas de juros podem prejudicar a capacidade ou disposição de compradores de imóveis em potencial para financiar suas aquisições.

A indisponibilidade de recursos no mercado para a obtenção de financiamento e o aumento das taxas de juros podem prejudicar a capacidade ou disposição de compradores para financiar suas aquisições. Deste modo, pode causar uma redução da demanda pelos imóveis residenciais, comerciais e loteamentos ofertados pela Companhia, afetando a condição financeira e resultados operacionais.

Em função do grupo PDG estar em processo de Recuperação Judicial, algumas instituições financeiras podem não conceder crédito à Companhia, podendo impactar negativamente na previsão de retomada dos lançamentos da Companhia, e também no término das obras já iniciadas.

g. Dos setores da economia nos quais a Companhia atue

O mercado imobiliário no Brasil é bastante competitivo, o que pode representar uma ameaça à nossa posição no mercado brasileiro e à nossa estratégia

O acirramento no cenário competitivo do setor pode afetar a margem das nossas operações como um todo, reduzindo preços de venda e aumentando custos. Neste cenário, nossas operações e nossa lucratividade podem reduzir-se, causando um efeito adverso em nossa situação financeira.

Além disso, o setor imobiliário brasileiro é altamente competitivo e fragmentado, não existindo grandes barreiras de entrada que restrinjam o ingresso de novos concorrentes no mercado. Os principais fatores competitivos no ramo de incorporação imobiliária incluem disponibilidade e localização de terrenos, preços e condições de financiamento, características dos projetos, qualidade, reputação e parcerias com incorporadores. Concorremos com uma série de incorporadores atuantes no setor imobiliário: (i) na aquisição de terrenos; (ii) na tomada de recursos financeiros para incorporações; e (iii) na busca de clientes. Novas empresas, inclusive estrangeiras, em alianças com parceiros locais, podem passar a atuar ativamente na atividade de incorporação imobiliária no Brasil, aumentando ainda mais a concorrência no setor.

Na medida em que um ou mais dos nossos concorrentes iniciem uma campanha de marketing ou venda bem sucedida e, em decorrência disso, suas vendas aumentem de maneira significativa, nossas atividades, situação financeira e resultados operacionais podem vir a ser adversamente afetados se não formos capazes de responder a tal concorrência de modo rápido e adequado.

Ademais, alguns de nossos concorrentes poderão ter acesso a recursos financeiros em melhores condições que nós e, consequentemente, estabelecer uma estrutura de capital mais adequada às pressões demercado, principalmente em períodos de instabilidade no mercado imobiliário.

A escassez de financiamentos e/ou o aumento nas taxas de juros podem diminuir a demanda por unidades imobiliárias, residenciais ou comerciais ("Unidades"), podendo afetar negativamente o mercado imobiliário e consequentemente nosso negócio.

Os compradores de nossas Unidades geralmente dependem de empréstimos para financiar as suas aquisições. A escassez de recursos no mercado para obtenção de financiamentos, a mudança de políticas atuais para concessão de financiamentos e/ou o aumento nas taxas de juros podem afetar adversamente a capacidade ou intenção de compradores potenciais de adquirir nossas Unidades. A maioria dos financiamentos obtidos pelos consumidores para a compra imóveis é realizada pelo Sistema Financeiro de Habitação ("SFH"), que é, por sua vez, financiado com recursos provenientes dos depósitos em poupanças. Além disso, o Conselho Monetário Nacional ("CMN") poderá alterar o valor dos recursos que os bancos devem disponibilizar para o financiamento imobiliário. Caso o CMN venha a restringir o valor dos recursos disponíveis no sistema a ser usado para o financiamento da compra de imóveis, ou no caso de aumento nas taxas de juros, a demanda por nossos empreendimentos imobiliários poderá diminuir, o que pode afetar adversa e significativamente nossas atividades, condição financeira e os resultados operacionais.

Adicionalmente, a economia brasileira enfrenta um período de desaquecimento relevante, e tem impactado em nossa velocidade de vendas de Unidades. Outro impacto que pode ocorrer em decorrência do desaquecimento da economia, que reflete no aumento do desemprego no país, é o aumento na inadimplência por parte dos clientes, o que também poderá ter um efeito adverso para a Companhia.

As atividades que desenvolvemos estão sujeitas a uma extensa regulamentação, o que pode implicar em aumento de custo e limitar a nossa estratégia de operações.

O setor imobiliário brasileiro está sujeito a uma extensa regulamentação relativa a edificações e zoneamento, expedida por diversas autoridades federais, estaduais e municipais, que afetam a aquisição de terrenos e as atividades de incorporação imobiliária e construção, através de regras de zoneamento e necessidade de obtenção de licenças, bem como a leis e regulamentos para proteção ao consumidor. Os empreendimentos imobiliários nos quais participamos dependem da aprovação de várias autoridades governamentais para serem desenvolvidos. Novas leis ou regulamentos podem ser adotados, implementados ou interpretados de modo a afetar adversamente nossos negócios.

Nossas operações também estão sujeitas a leis e regulamentos ambientais federais, estaduais e municipais. Essas leis ambientais podem acarretar atrasos, podem fazer com que incorramos em custos significativos para cumpri-las, assim como podem proibir ou restringir severamente a atividade de incorporação e construção em regiões ou áreas ambientalmente sensíveis. As leis que regem o setor imobiliário brasileiro, assim como as leis ambientais, tendem a se tornar mais restritivas, e qualquer aumento de restrições pode afetar adversamente a Companhia.

Adicionalmente, existe a possibilidade de que as leis de zoneamento urbano e proteção ambiental serem alteradas após a aquisição de um terreno e antes do desenvolvimento do projeto a ele atrelado, o que acarretará em modificações do objetivo comercial inicialmente projetado, resultando em num efeito adverso para os nossos negócios e resultados estimados. Tais efeitos podem, inclusive, inviabilizar a utilização do terreno adquirido, forçando a desmobilização do ativo a um valor que pode, em alguns casos, ser inferior ao valor de aquisição.

O setor imobiliário está sujeito aos riscos regularmente associados às atividades de incorporação e construção.

Os riscos associados às atividades de incorporação e construção desenvolvidas por empresas do setorimobiliário, inclusive por nós, incluem, mas não se limitam aos seguintes: (i) longo período compreendido entre o início da realização de um empreendimento imobiliário e a sua conclusão (em média de 18 a 36 meses), durante o qual podem ocorrer mudanças no cenário macroeconômico que podem vir a comprometer o sucesso de tal empreendimento imobiliário, tais como desaceleração da economia, aumento da taxa de juros, flutuação da moeda e instabilidade política, desvalorizações do estoque de terrenos e mudanças demográficas; (ii) custos operacionais, que podem exceder a estimativa original; (iii) a incorporadora/construtora pode ser impedida de indexar custos ou seus recebíveis a determinados índices setoriais de inflação, tal como atualmente permitido, o que poderia tornar um empreendimento imobiliário não atrativo do ponto de vista econômico; (iv) o nível de interesse do comprador por um empreendimento imobiliário recentemente lançado ou o preço unitário de venda necessário para a venda de todas as Unidades pode não ser suficiente para tornar o projeto lucrativo, ou então, tal falta de interesse ou dificuldade na obtenção de financiamentos para clientes poderá diminuir a velocidade de vendas, implicando em custos adicionais com vendas e marketing de determinado empreendimento imobiliário; (v) possibilidade de interrupção de fornecimento ou falta de materiais e equipamentos de construção gerando atrasos na conclusão do empreendimento imobiliário; (vi) construções e vendas podem não ser finalizadas de acordo com o cronograma estipulado, resultando em um aumento de custos; (vii) eventual dificuldade na aquisição de terrenos e eventuais questionamentos ambientais e fundiários; (viii) desapropriação dos terrenos adquiridos pelo Poder Público ou realização de obras públicas que prejudiquem o seu uso ou acesso; e (ix) custos dos projetos podem ser aumentados em função de atrasos no desenvolvimento dos empreendimentos imobiliários e aumentos nos próprios custos de construção; (x) interrupção no financial à produção por parte das instituições financeiras. A ocorrência de um ou mais destes fatores poderá resultar em um efeito adverso sobre a Companhia.

O setor imobiliário está sujeito aos riscos de uma crise de disponibilidade de recursos.

As empresas do setor imobiliário, incluindo nós, dependem de uma série de fatores exógenos para o desenvolvimento das atividades de construção e incorporação imobiliária, dentre os quais destacamos: (i) a disponibilidade de recursos no mercado para a concessão de financiamentos aos nossos clientes, para que estes adquirem nossas Unidades e para o desenvolvimento de novos empreendimentos imobiliários; e (ii) a tempestividade dos clientes no cumprimento das suas obrigações financeiras relativas à aquisição das nossas Unidades.

Portanto, uma possível escassez de recursos no mercado poderá diminuir a nossa capacidade e a velocidade de vendas, seja pela dificuldade de nossos clientes na obtenção de financiamentos para a aquisição de um imóvel, seja em razão da redução da velocidade de novos lançamentos.

A combinação destes fatores poderá cominar na diminuição de nossas receitas, geração de caixa e redução de nossos resultados.

Além das situações descritas acima, uma referência especial deve ser dada sobre eventual mudança na destinação dos recursos provenientes do FGTS para outras atividades, o que poderá resultar na diminuição de recursos disponibilizados por instituições financeiras para aquisição de imóveis.

Estamos expostos a riscos associados à incorporação imobiliária, construção e venda de imóveis.

Nós nos dedicamos à incorporação, construção, e venda de empreendimentos residenciais, comerciais e de loteamento. Além dos riscos que afetam de modo geral o mercado imobiliário brasileiro, tais como interrupções de suprimentos e volatilidade do preço dos materiais e equipamentos de construção, escassez de mão-de-obra qualificada para a prestação dos serviços, mudanças na oferta e procura de empreendimentos em certas regiões, greves e regulamentos ambientais e de zoneamento, nossas atividades são especificamente afetadas pelos seguintes riscos:

  • A conjuntura econômica do Brasil pode prejudicar o crescimento do setor imobiliário como um todo, através da desaceleração da economia, aumento de juros, flutuação da moeda e instabilidade política, entre outros fatores;
  • Podemos ser impedidos no futuro, em decorrência de nova regulamentação ou de condições de mercado, de corrigir monetariamente nossos recebíveis, de acordo com certas taxas de inflação vigentes, conforme atualmente permitido, o que poderia tornar um projeto inviável financeira ou economicamente;
  • O grau de interesse dos compradores por um novo projeto lançado ou o preço de venda por unidade necessário para vender todas as unidades podem ficar significativamente abaixo do esperado, fazendo com que o projeto se torne menos lucrativo e/ou o valor total de todas as unidades a serem vendidas torne-se significativamente diferente do esperado;
  • Na hipótese de dificuldades financeiras significativas de uma grande companhia do setor imobiliário, o setor como um todo pode ser prejudicado, o que poderia causar uma redução, por parte dos clientes, da confiança em outras companhias que atuam no setor, incluindo a Companhia;
  • Somos afetados pelas condições do mercado imobiliário local ou regional, tais como o excesso de oferta de projetos voltados para o público consumidor nos segmentos em que a Companhia atua;
  • Corremos o risco de compradores terem uma percepção negativa quanto à segurança, conveniência e atratividade de nossos empreendimentos e das áreas onde estão localizados;
  • Nossas margens de lucros podem ser afetadas em função de aumento nos custos operacionais, incluindo investimentos, tributos imobiliários, tarifas públicas e prêmios de seguro;
  • Podemos ser afetados pela escassez de terrenos localizados nas regiões onde a Companhia mantém seu foco de atuação;
  • Podemos ser afetados pela interrupção de fornecimento de materiais de construção equipamentos;
  • Oportunidades de incorporação podem diminuir significativamente; e,

A construção e a venda das unidades dos empreendimentos podem não ser concluídas dentro do cronograma planejado, acarretando um aumento dos custos de construção ou a rescisão dos contratos de venda.

A ocorrência de quaisquer dos riscos acima pode causar um efeito material adverso na nossa condição financeira e resultados operacionais.

Além disso, em conformidade com os nossos contratos de venda, os clientes têm o direito de rescindir o contrato, e de receber de volta uma parte dos valores pagos, monetariamente corrigidos, caso a entrega não seja realizada no prazo de 180 dias a contar da data programada (exceto nos casos de força maior). Não podemos garantir que não estaremos sujeitos a tais atrasos no futuro. Além disso, conforme previsto no artigo 618 do Código Civil, devemos prestar garantia limitada ao prazo de cinco anos sobre defeitos estruturais e podemos vir a ser demandados com relação a tais garantias durante este prazo. Caso tais acontecimentos venham a ocorrer, nossa condição financeira será afetada adversamente, ainda que tais valores estejam devidamente provisionados pela Companhia.

A Companhia está observando os impactos oriundos da "Lei do Distrato", Lei nº 13.786, de 27 de dezembro de 2018, que passou a ser um marco legal para os contratos de alienação de imóveis. Com as novas regras, as multas por solicitação de distrato (rescisão do contrato de compra de imóvel) ficaram bem definidas, e tendem a evitar uma série de questionamentos dos clientes em caso de desistência da compra. A Companhia entende que essa Lei trouxe mais transparência e segurança jurídica para a empresa para os clientes. Entretanto, em função do pouco tempo de vigência da "Lei do Distrato", a Companhia ainda não tem condições de mensurar os impactos vindouros.

h. Da regulação dos setores em que a Companhia atue

O aumento de alíquotas de tributos existentes ou a criação de novos tributos incidentes durante o prazo em que nossos contratos de venda a prazo estejam em vigor poderão nos afetar adversamente a nossa situação financeira e os nossos resultados operacionais.

Tendo em vista que o setor imobiliário é um setor incentivado por políticas públicas, a majoração da carga tributária incidente sobre o setor poderá causar-lhe um impacto negativo relevante. No passado, o governo federal, com certa frequência, aumentou alíquotas de tributos, criou novos tributos e modificou o regime tributário. Caso o governo brasileiro venha a aumentar alíquotas de tributos existentes ou a criar novos tributos incidentes na compra e venda de imóveis durante a vigência de nossos contratos de venda a prazo de Unidades, poderemos ser afetados de maneira adversa na medida em que não pudermos alterar nossos contratos a fim de repassar tais aumentos de custos aos nossos clientes.

Além disso, um aumento ou a criação de novos tributos incidentes na compra e venda de imóveis, que seja repassado aos consumidores, pode vir a aumentar o preço final aos nossos clientes e reduzir, dessa forma, a demanda por nossos imóveis ou afetar nossas margens e rentabilidade, causando um efeito adverso em nossos resultados financeiros.

Além disso, o governo brasileiro pode vir a cancelar o método de lucro presumido para o cálculo dos impostos sobre o lucro, que é o método utilizado por muitas de nossas Subsidiárias, especialmente as sociedades de propósito específico voltadas para o desenvolvimento de empreendimento imobiliário ("SPEs") constituídas para as atividades de incorporação de empreendimento imobiliário, desenvolvida pela Companhia em conjunto com outras sociedades atuantes no mercado imobiliário ("Co- Incorporação"), o que pode resultar em um aumento da carga tributária de nossas SPEs e, portanto, em um efeito adverso em nossos resultados operacionais.

Nossas atividades estão sujeitas a extensa regulamentação ambiental, o que pode vir a aumentar o nosso custo e limitar o nosso desenvolvimento ou de outra forma afetar adversamente as nossas atividades.

Nossas operações estão sujeitas a leis e regulamentos ambientais federais, estaduais e municipais. Somos obrigados a obter aprovação de diversas autoridades governamentais para desenvolvermos a nossa atividade de incorporação imobiliária, podendo novas leis ou regulamentos serem aprovados, implementados ou interpretados de modo a afetar adversamente os nossos resultados operacionais, conforme se tornem mais rígidas.

Essas normas ambientais podem acarretar atrasos, fazer com que incorramos em custos significativos para cumpri-las e outros custos adicionais, assim como podem proibir ou restringir severamente a atividade de incorporação e construção residencial em regiões ou áreas ambientalmente sensíveis. As leis que regem o setor imobiliário brasileiro, assim como as leis ambientais, tendem a se tornar mais restritivas e qualquer aumento de restrições pode afetar adversamente e de maneira relevante os nossos resultados operacionais.

i. Dos países estrangeiros onde a Companhia atue

A Companhia não atua em outros mercados além do mercado brasileiro.

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